segunda-feira, 23 de agosto de 2010

JORNALISTA DENUNCIA ENGODO DOS SARNEY


MISTIFICAÇÃO GROSSEIRA

Marinaldo Gonçalves*

 Ao longo da minha vida profissional, sempre procurei ocupar meu tempo com o jornalismo investigativo. Por isso, talvez, seja o repositório de muitos fatos envolvendo praticamente todos os políticos que já morreram, bem como dos que ainda vivem, embora, na minha modesta opinião, grande parte deles não passe de verdadeiros mortos-vivos, seja no aspecto moral, seja no que tange ao lado político.

Assim, mesmo próximo de uma indesejada aposentadoria, ainda me preocupo em observar fatos, analisar mais profundamente os acontecimentos, e tirar minhas conclusões. Como é sabido, o governo estadual matem, na folha de pagamentos da Secretaria de Comunicação – Secom, praticamente todas as empresas que editam jornais e emissoras de rádio e televisão, em São Luís e no interior do Maranhão. Até aí, nada demais!

O maucaratismo inicia quando os veículos de comunicação, para fazer jus ao dinheiro espúrio que recebem (espúrio porque produto da mistificação e da deturpação da notícia), fazem sistemática divulgação de notícias fantasiosas e eleitoreiras. Quando a atual administração estadual foi beneficiada pela Justiça e passou a governar, o Cavalo de Tróia da enganação, naquele momento, foi uma cantada e decantada refinaria Premiun, da qual não se fala mais hoje, mas que diziam que seria inaugurada em breve, e que iria gerar mais oito mil empregos diretos. Tudo balela, hoje se vê.

Por outro lado, há quase cinqüenta anos, têm-se notícias de que empresas norte-americanas pesquisaram petróleo, em nossas costas marítimas – Barreirinhas é uma boa referência do que escrevo -, mas lacraram os poços sob alegação de que tal exploração, à época, não seria economicamente viável. O ouro do solo maranhense é explorado desde o início da colonização e conseqüente catequese dos índios por missionários jesuítas.

Também é público e notório que o megaempresário Eike Batista, parente consangüíneo muito próximo do ex-presidente da Petrobras, Eliezer Batista, que, por dever de ofício, deveria ter conhecimento de todas as riquezas minerais do subsolo brasileiro. Portanto, não há mistério algum que o investidor em minérios tenha conhecimento de nossas riquezas.

Mas estranha-se o fato de uma plataforma exploratória de petróleo permanecer, como objeto de exposição pública, por mais de noventa dias, na baía de São Marcos – justamente o período pré-eleitoral, da eleição e do segundo turno da mesma – ensejando o engodo de que um tempo de prosperidade está implantado no Estado.

O senhor Eike Batista cumpre seu papel de capitalista, isto é, procura ganhar mais dinheiro. Espero, mas não confio, que seus negócios com o Estado do Maranhão sejam corretos e estejam dentro dos parâmetros da moralidade e da ética – se é vero que o Capital se pauta por estas virtudes! Da pessoal do bilionário, pouco sabemos, mas, o comportamento dos nossos administradores, infelizmente, conhecemos muito bem.

*Marinaldo Gonçalves é jornalista, escritor, poeta e pesquisador.

Fonte:  Central de Notícias

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