domingo, 10 de outubro de 2010

DINO PEDE APURAÇÃO DE INDÍCIOS DE FRAUDES

O candidato ao governo do estado pediu ao MPE e à Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral para que sejam apurados indícios de fraude durante a votação.

A coligação “Muda Maranhão”, que teve como candidato a governador Flávio Dino (PCdoB), deu entrada na tarde de ontem (9) em um pedido de procedimento administrativo ao Ministério Público Eleitoral e à Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão para que sejam apurados indícios de fraude nas eleições ocorridas no último domingo dia 3 de outubro.

Com uma eleição decidida no primeiro turno, com uma diferença de aproximadamente 2,5 mil votos, o segundo e terceiro colocados na disputa (Flávio Dino e o pedetista Jackson Lago, respectivamente) contrataram um grupo de analistas em sistema operacional eleitoral, comandados pelo engenheiro Amílcar Brunazzo, para identificar possíveis problemas na condução do processo eleitoral e na apuração dos votos. Um dos casos de uma urna de São José de Ribamar, que registrou 20 votos sem erros (a tecla “corrige” não foi apertada) entre às 16h30 e 17h, e 26 votos após às 17h, horário de encerramento das sessões eleitorais. Outro aconteceu na cidade de Raposa, que teve 33% de erro na utilização da urna biométrica, muito acima da média nacional foi de 1% por urna.

A representação alega que o relatório feito pelos especialistas contratados pela coligação indica a existência de uma incompatibilidade verificada na ata de Geração de Mídia no que se refere aos Flash cards. Flash Card é um cartão de memória eletrônico, uma espécie de disco rígido das urnas. Cada um possuidois flash cards: um interno cujo acesso é feito somente pela equipe de técnicos que faz o armazenamento de dados no sistema operacional e o externo que tem a função de armazenar informações complementares ao funcionamento do sistema e pelo registro dos votos.

O relatório que embasa a representação dos advogados da coligação de Flávio Dino indica que no caso das eleições do último domingo a ata de Geração de Mídia afirma que teriam sido gerados 694 flashs de carga. Mas posteriormente é informado que teriam sido 931. Os registros logs, (informações técnicas

das urnas) solicitados pela coligação apontam um total de 961 flash cards. “Em tese, essa quantidade de flashs a mais permitiria carregar aproximadamente 10.000 (dez mil) urnas, o que causa estranheza em relação ao destino desse material.

Afinal, o que teria ocorrido com as mais de duas centenas de flashs em excesso?”, diz um trecho da representação. Os advogados da coligação de Flávio Dino argumentam ainda: “Nesse sentido, numa eleição em que o resultado da eleição em 1º turno se decidiu por apenas 0,08% dos votos, qualquer irregularidade, por menor que possa parecer, teria força sufi ciente para alterar o resultado da votação.”

Aline Louise e Francisco Júnior do Imparcial

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