quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ANISTIA INTERNACIONAL ACOMPANHARÁ INVESTIGAÇÃO SOBRE MORTE DE LÍDER QUILOMBOLA NO MA

A Anistia Internacional vai acompanhar as investigações sobre a morte de um líder quilombola no Maranhão. Segundo a comissão de Direitos Humanos, vinte e uma pessoas estão ameaçadas de morte no estado por causa da disputa de terra.
Os integrantes da comissão de Direitos Humanos e da Pastoral da Terra cobram uma solução para o caso da morte do líder das famílias quilombolas. Flaviano Pinto Neto, de 45 anos, foi executado de oito tiros na cabeça. O crime aconteceu no final de semana, em São Vicente Ferrer, a 280 quilômetros da capital. Quem mora na região vive com medo.
A comissão de Direitos Humanos do Maranhão fez um levantamento recentemente e chegou a uma constatação preocupante: atualmente, vinte e um líderes indígenas, ribeirinhos e quilombolas estão na mira dos pistoleiros. A comissão Pastoral da Terra afirma que o Maranhão é o estado brasileiro com maior índice de conflitos agrários.
“Além desses 21 ameaçados, nós temos nos últimos 25 anos, cento e vinte e oito mortes de trabalhadores rurais que estão na sombra da impunidade. Esperamos das autoridades que a morte do seu Flaviano não seja como as outras 128 mortes que ocorreram nos últimos 25 anos. Nós temos 21 pessoas no Maranhão marcadas para morrer”, alertou Diogo Cabral, comissão de Direitos Humanos – OAB/MA.
A comissão da Pastoral da Terra deve se reunir na sexta-feira com representantes da Secretaria de Segurança Pública para indicar os municípios onde os conflitos de terra podem resultar em mortes.

www.globo.com/globorural

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