domingo, 5 de dezembro de 2010

BAIXO PARNAÍBA: DESTRUIÇÃO E MORTE DO CERRADO

Este é o triste cenário em que vem se transformando o cerrado (chapada) do Baixo Parnaíba Maranhense nos últimos anos.

Trata-se da expansão do agronegócio (grande negócio) brasileiro que em nome do progresso, depois de ter destruído o sul e sudeste do país e, recentemente o sul do maranhão, na região de Balsas, nas últimas décadas tem de maneira impiedosa, devastado e matado o cerrado leste maranhense trazendo prejuízos imensuráveis para a vida da população e ao meio ambiente. Isso é claramente demonstrado no desmatamento feito com dois tratores que arrastam correntões derrubando e /ou arrancando pela raiz a vegetação nativa, que posteriormente servirá para a produção de carvão. Em seguida faz-se o preparo do solo (aração e queima) com máquinas pesadas além de usar uma grande quantidade de insumos químicos como agrotóxicos, herbicidas e inseticidas. Não se pode esquecer que esses produtos serão levados posteriormente para os rios e córregos que “coincidentemente” nascem no cerrado.

Vale ressaltar que nesse processo de destruição e morte são eliminados não só os vegetais, mas também os animais, ou seja, toda a biodiversidade ali existente. O agronegócio (grande negócio) seja representado na soja, bambu, cana de açúcar ou eucalipto deixam marcas irreparáveis, pois além de não oferecer tantos empregos e o tão propagado “desenvolvimento”, o trabalho na sua grande maioria é feito de forma mecanizada o que dispensa o trabalho do homem. Ressalta-se ainda que dentre os danos advindos com essas monoculturas destacam-se o êxodo rural, tornando as cidades, cidades-favelas, aumento do número de sem terra, a prostituição, o trabalho semi-escravo, além é claro de tornar em pouco tempo o meio ambiente insalubre. Por outro lado percebe-se que a responsabilidade social dessas empresas na prática pouco ou quase nada tem sido feito que no nosso entendimento poderiam fazer mais pela região e nosso município. Quanto aos órgãos reguladores e de fiscalização ambiental, sejam federal, estadual ou municipal, estes parecem fazer vista grossa aos danos causados.

NÃO SE TRATA AQUI DE SER CONTRA OU A FAVOR DO GRANDE NEGÓCIO, MAS CONTRA A MANEIRA EQUIVOCADA COMO CHEGA, PARA O BEM DE POUCOS E DESGRAÇA DA MAIORIA.

Por fim, é bom lembrar que a degradação do meio ambiente não é mérito apenas das grandes corporações, mas de todos que diariamente de forma intencional ou por ignorância acabam com suas pequenas atitudes encurtando a vida do homem no planeta TERRA/ÁGUA. Portanto, o tempo urge de nós cidadãos e cidadãs um esforço conjunto se não de acabar com os problemas ambientais, pelo menos provocarmos medidas mitigadoras desses problemas e assim melhorar a qualidade de vida de hoje certos de que não seremos acusados de omissos amanhã.

Por: Wilson Souza (Letras - UFMA)

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