segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

CIENTISTAS DESCOBREM GENE DISSEMINADOR DO CÂNCER

Cientistas britânicos garantem ter descoberto o gene que propicia a extensão de muitos tipos de câncer, o WWP2, cujo bloqueio com remédios poderia representar um grande avanço na luta contra a doença. 

A descoberta é obra de uma equipe da Universidade de Anglia Oriental, dirigida pelo doutor Andrew Chantry, que afirma que a identificação deste gene pode ser um grande passo para soluções médicas no prazo de uma década para deter os tipos de câncer mais agressivos. 

Entre eles estão o de mama, cérebro, colo do útero e pele, que se alastram especialmente rápido. 

"O desafio agora é identificar um medicamento potente que invada as células cancerígenas, destruindo a atividade do gene defeituoso", manifesta Chantry, cujo trabalho foi publicado na última edição da revista médica "Oncogene". 

"Começamos a experimentar uma molécula que achamos que pode fazer o trabalho. Se esse for o caso, poderemos criar uma nova geração de um só remédio para vários tipos de câncer", explicou o especialista.
O WWP2 é produto de uma enzima que une os elementos químicos dentro das células e está presente em todos os organismos humanos. 

"Todos temos o gene, mas quando ele é defeituoso modifica o processo e ajuda o câncer a se desenvolver e se espalhar para outras partes do corpo", manifestou o doutor Chantry. 

Caso fosse desenvolvido um medicamento que desativasse o WWP2, os tratamentos convencionais e as cirurgias poderiam ser limitadas aos tumores cancerígenos primários sem o risco de se instalarem em outras partes do organismo. 

A previsão de Chantry é de que este tratamento menos invasivo e com menos efeitos colaterais possa ser aplicado em um prazo de cinco a dez anos. 

O grupo Câncer Resarch do Reino Unido expressou sua satisfação pela descoberta, mas com certa cautela. 
"Nas décadas recentes, pesquisadores de todo o mundo descobriram genes que impulsionam o crescimento do câncer e esta pesquisa é mais uma em uma lista que segue crescendo", declarou Kat Arney, porta-voz da organização. 

Com informações da Folha.

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