quinta-feira, 3 de março de 2011

PF NO INCRA LEVANTA DISPUTA INTERNA NO PT DO MARANHÃO

É com a investigação da Polícia Federal no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Maranhão — que aponta com a Controladoria Geral da União (CGU) desvio de pelo menos R$ 4 milhões em recursos públicos federais liberados para a construção de casas em projetos de assentamentos —, que o PT maranhense está, outra vez, no olho do furacão onde as alas divergentes do partido estão construindo o caminho para a briga pela hegemonia interna na legenda.

O suposto envolvimento do presidente estadual do PT, Raimundo Monteiro, ex-superintendente do Incra, tem levantado as fileiras da oposição interna. Aliado da banda petista liderada pelo então vice-governador Washington Oliveira (PT), Monteiro está sendo acuado a deixar a direção da legenda para evitar que o escândalo suje o nome do partido. Essa genuína proteção à estrela vermelha tem sido mote para o vice-presidente do diretório estadual do PT, Augusto Lobato, de ala oposta ao grupo do vice-governador, recuperar o comando da sigla.

O deputado federal Domingos Dutra, tem usado a visibilidade da tribuna na Câmara dos Deputados para pedir a intervenção da presidente Dilma Rousseff na superintendência regional do Incra, no Maranhão.
O constrangimento está posto ao envolver a presidente petista num escândalo do qual um dos personagens principais é um companheiro de sigla.

Inquéritos
Nas últimas duas semanas, dois inquéritos policiais diferentes sobre conduta ilícitas supostamente praticadas por membros da cúpula petista e militantes, têm colocado a ponta da estrela ligada ao PMDB da governadora Roseana Sarney em posição de defesa.

Além da investigação policial no Incra, há a apuração do Ministério Público Estadual que quer saber por que petistas da ala do vice-governador Washington Oliveira receberam bolsas de pesquisa pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), sem ter qualquer tipo de trabalho científico em curso. Um dos supostos envolvidos no caso é o secretário-geral do PT estadual, Fernando Antônio Magalhães de Sousa. Ele recebeu R$ 32 mil no ano passado da Fapema. Na ocasião, Raimundo Monteiro, afirmou ao site de notícias IG, que a remuneração à Magalhães foi concedida como indenização por seus trabalhos como assessor da Secretaria de Educação do Maranhão (Seduc).

Na Casa Legislativa estadual, com o deputado Bira do Pindaré (PT), quanto na Câmara, em Brasília, os dois parlamentares da ala divergente de Monteiro, articulam a pressão necessária para mover, da tribuna parlamentar, as peças no xadrez político interno, do partido. Na Assembleia Legislativa, a ideia é propor uma CPI para investigar a concessão de bolsas para investigar os petistas. Porém, o deputado Bira do Pindaré ainda não conseguiu o número de assinaturas suficientes para abrir uma investigação na casa.

O Imparcial Online

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