sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

SARNEY DISCURSA COBRANDO RESPEITO NÃO MERECEDOR

Com poucos parlamentares presentes na solenidade de abertura da segunda sessão da 54ª Legislatura, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou ontem que essa foi a última vez que presidiria essa solenidade Com um discurso sobre transparência, moralidade, eficiência e uma “profunda consciência moral de nunca aceitar qualquer arranhão nos procedimentos éticos”, Sarney lembrou que está na vida pública há 50 anos e, num tom de amargura, mostrou sentir-se injustiçado por não ter o reconhecimento que os grandes e velhos políticos deveriam ter.

Estavam presentes à solenidade o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandovski, os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gleisi Hoffman (Casa Civil), portadora da mensagem presidencial, Garibaldi Alves (Previdência) e Mendes Ribeiro (Agricultura), além da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), e de alguns representantes do corpo diplomático, militares e da Igreja Católica.

No discurso em tom de despedida, Sarney disse que os grandes países têm como patrimônio seus velhos políticos, objeto de respeito, homens de Estado que merecem reconhecimento nacional.

Citando o poeta Paul Valéry, afirmou que a política é cruel, por lidar com a injustiça: — Sendo uma das mais longas vidas públicas do país, vivi e envelheci servindo a suas instituições e procurando melhorar a vida de nosso povo, que em muitas conquistas tem a marca do meu trabalho. Quantos envelheceram no serviço da pátria, mostrando que a paixão pela política é mais forte que a paixão pela vida? — afirmou.

Por ser uma quinta-feira, dia em que normalmente estão retornando às bases em seus estados, poucos parlamentares compareceram à abertura dos trabalhos legislativos. O senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que correu tanto para tomar posse no recesso, só aparecerá no Congresso semana que vem.

O deputado Tiririca (SP), o mais assíduo do ano passado, já aprendeu qual é o ritmo da Câmara e previu que muito pouco se trabalhará nas duas casas este ano por causa da eleição.Acho que vai ser morno para caramba por causa da eleição, mas eu estarei aqui firme e forte.

 Vai ser muito difícil, mas vou tentar aprovar o projeto que regulamenta a atividade do circo — disse Tiririca.

O ministro Lewandovski, ao ler a mensagem do Judiciário, fez um balanço de 2011 e não mencionou a crise do Judiciário.

Também discursou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que destacou projetos prioritários para as votações deste ano, como o fundo de previdência complementar do servidor.

Do Blog do John Cutrim/JP de Maria Lima / O Globo

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