sábado, 10 de março de 2012

Diretora de escola de SL faz uma declaração racista contra aluna

O caso aconteceu no do mês passado. A diretora da escola teria dito que a aluna só voltaria a entrar na instituição quando mudasse o estilo do seu cabelo, que é black power.
Com carros de som, faixas e panfletos, representantes da cultura negra no Maranhão fizeram um manifesto na manhã desta sexta-feira (9) em frente à Unidade Integrada Estado do Pará, no bairro da Liberdade.

A manifestação aconteceu por causa de um crime de racismo sofrido pela estudante, Ana Carolina Soares Bastos, de 19 anos, no qual a diretora da escola teria dito que a aluna só voltaria a entrar na instituição quando mudasse o estilo do seu cabelo, que é black power (estilo de penteado).

De acordo com a estudante, o caso aconteceu aproximadamente no fim do mês passado quando ela chegava à escola. "Quando entrei na escola a diretora me barrou e disse que tinha se assustado comigo. Fiquei sem ação e pedi para falar com a diretora, pois não sabia que era ela. Foi quando ela disse que ela era a diretora e pediu para que eu saísse da escola, depois me chamou de volta e perguntou por que eu usava esse cabelo e eu respondi que era o meu estilo, minha identidade como negra e então ela falou que eu só podia entrar na escola novamente se eu mudasse o meu cabelo", disse a estudante.

Ana Carolina se sentiu muito constrangida, triste e revoltada com o episódio e diz não ser essa a primeira vez que ocorrem casos desse tipo na escola. "Não entendo como ainda existem pessoas que pensam assim, chega de discriminação! Uma colega minha também já foi discriminada aqui pelo fato de ser negra. Somos seres humanos, temos sentimentos, todos merecem ser respeitados", afirmou Ana Carolina.

O representante do Grupo de Dança Afro Malungos (GDAM), Cláudio Adão, esteve presente no manifesto e contou lamentar o fato, pois a diretora da escola está fazendo o inverso do que propõe a educação. "Esse tipo de ocorrência é lamentável, foi aberto um boletim de ocorrência contra ela e a idéia é que se torne um processo e chegue até a Secretária de Educação para saber quem é são esses gestores das escolas", revelou Cláudio.

A diretora da escola identificada apenas pelo nome de "Socorro", não quis se pronunciar sobre o assunto. A equipe de O Imparcial entrou em contato com Secretaria de Educação do Estado.

A secretaria se manifestou através de nota. Confira na íntegra:

Quanto à denúncia de suposta prática de racismo na Unidade Integrada Estado do Pará, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) vem a público informar que tomou conhecimento do caso, e por intermédio da Unidade Regional de Educação (URE) de São Luís, irá averiguar a denúncia, ouvir as partes envolvidas e tomar as providências cabíveis.

Fonte: O Imparcial

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