quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dos estados brasileiros o Maranhão é o menos conectado à internet, diz FGV

O Maranhão ocupa o último lugar no ranking dos estados brasileiros com acesso à internet nos domicílios. De acordo com o levantamento, apenas 10,98% das residências do DF têm internet, segundo o Mapa da Inclusão Digital, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A pesquisa também mostrou que 33% dos brasileiros têm acesso à internet em casa e quase a metade deles utiliza banda larga. Esse número deixa o Brasil em 63º lugar em um ranking de 154 países na avaliação do número de pessoas com acesso domiciliar à internet.

Os dados são da pesquisa Mapa da Inclusão Digital. O estudo utilizou dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os Estados menos conectados são os da região Norte e Nordeste, entre eles Alagoas, Maranhão, Piauí e Pará.

O Estado menos conectado é o Maranhão na última posição com quase 11% de acessos domiciliares à internet. Em penúltimo lugar está o Piauí com 12.8%, Pará com 13.7%, Ceará, 16% e Tocantins de 17%.

De acordo com o mapa, a cidade de São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, apresenta o maior índice de acesso à internet do País. No município, 74% da população tem computador com internet em casa.

A capital com maior acesso à rede também está no sudeste do Brasil: é Vitória, no Espírito Santo, com 68,41%, em segundo lugar na lista. A outra é Florianópolis, em quarto (67,67%). Curiosamente, as duas são as capitais com maior cobertura de banda larga – 80,55% na capital capixaba e 76,99% na catarinense.

As regiões sudeste e sul puxam a taxa do país para cima – 19 das 20 cidades com maior acesso à internet do país estão ali. Já as regiões norte e nordeste afundam a média brasileira. Dos 18 municípios sem acesso doméstico do Brasil, oito estão no Piauí, seis no Maranhão, três no Pará e um no Amapá.

Os estados do Brasil com melhor acesso domiciliar são Distrito Federal (58,69%), São Paulo (48,22%), Rio de Janeiro (43,91%), Santa Catarina (41,66%) e Paraná (38,71%). Já os de pior taxa são Maranhão (10,98%), Piauí (12,87%), Pará (13,75%), Ceará (16,25%) e Tocantins (17,21%).

“A brecha digital implica uma desigualdade crescente”, analisa o economista Marcelo Neri, coordenador do estudo do Centro de Políticas Sociais da FGV. O estudo também revelou que um terço das casas do Brasil tem acesso à rede.

Com informações do Blog do John Cutrim 

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