sábado, 9 de junho de 2012

Período letivo da UFMA poderá ser suspenso devido a greve

Movimento grevista da Apruma aguarda definição de reunião com a reitoria para anunciar a suspensão das aulas deste semestr.
 O período letivo na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) pode ser suspenso. O pedido é da direção da Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma - Seção Sindical do ANDES). A categoria aguarda a definição de reunião com a reitoria da universidade para incluir o pedido na pauta de temas. A justificativa da direção da Apruma é que, com a suspensão, alunos que apoiam o movimento grevista não serão prejudicados. A categoria se compromete a repor todas as atividades assim que encerrar a greve. "Já temos o apoio da reitoria. O que queremos é que o movimento possa receber as adesões dos alunos que concordam com nossa pauta e não sejam prejudicados, pois, há professores aplicando provas mesmo com o movimento em curso", explicou a professora e diretora da Apruma, Marízia Ribeiro. Os professores da UFMA estão parados desde o dia 22 de maio, seguindo o movimento nacional de greve das universidades federais.

Durante todo o movimento a categoria tem se reunido para discutir os avanços da greve e realizando mobilizações em visita aos campi na capital e interior, debates com docentes e alunos e levando o tema às mídias locais. Nesta segunda-feira pela manhã, professores farão panfletagem no campus da UFMA e à tarde, a partir das 15h30, a categoria se reúne em assembleia no Auditório Ribamar Carvalho, Área de Vivência da UFMA. O objetivo é discutir os rumos da greve e avaliar o movimento. Segundo a Apruma, no interior a adesão chega a 90% e na capital, 80%. Além de São Luís, entre os polos da UFMA que aderiram à greve estão o de Imperatriz, Chapadinha, Pinheiro, Grajaú, e Codó.

Nacionalmente, 48 das 59 universidades federais aderiram ao movimento. As instituições que ainda não aderiram ao movimento a Apruma atribui a questões internas das universidades e ao fato de parte destas pertencer a outra entidade sindical. As instituições de Goiás, Rio Grande do Norte e Bahia ainda permanecem no impasse, mas devem aderir em breve, é o que prevê a diretora da Apruma. "A categoria quer fortalecer o movimento e se articula para somar à categoria. A tendência que vemos é de adesão 100% em curto espaço de tempo", ressaltou Marízia Ribeiro.

Fonte: O Imparcial

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