sábado, 16 de junho de 2012

Preso suposto assaltante do banco no município de Anajatuba


O lavrador e vaqueiro Carlos Gonzaga Rodrigues Pereira, de 39 anos, natural do município de Anajatuba, foi preso e autuado em flagrante no início da semana, por porte ilegal de arma, após uma pessoa da vizinhança ter denunciado que ele vinha portando uma escopeta calibre 12.

Com a prisão, a polícia descobriu que contra Carlos Pereira já havia um mandado de prisão em aberto, por conta da agressão a um idoso, anos antes. Na manhã de ontem, o suspeito foi apresentado com a arma e 12 munições apreendidas, na sede da Superintendência da Polícia Civil do Interior (SPCI), no bairro Vila Palmeira, capital do estado, onde devem prosseguir as investigações sobre o envolvimento do lavrador em outros delitos.

De acordo com o delegado da SPCI, César Veloso, uma linha de investigação deve averiguar a suposta participação de Carlos Pereira em pelo menos dois assaltos a bancos praticados nos meses de abril e maio deste ano, nos quais houve a utilização de uma arma de fogo daquele mesmo modelo. Um fato que vem reforçando a suspeita da polícia da participação dele nesses delitos foi justamente a informação dada pelo próprio lavrador, de que a escopeta tinha sido comprada por R$ 600, para ele se defender de Antônio Carlos Sobral Rocha, conhecido como "Cigano", assaltante preso no último mês de março. Cigano realizou diversos assaltos a bancos em municípios da região de São Mateus e Vargem Grande, e ainda ameaçou o delegado da Polícia Civil Henrique Rodrigues de Sousa, lotado em São Mateus.

Foi esse mesmo delegado quem efetuou a prisão de Carlos Pereira, antes de encaminha-lo para um aprofundamento das investigações na sede da SPCI, em São Luís. De acordo com informações do próprio suspeito a O Imparcial, a prisão ocorreu no hospital daquela cidade, quando ele acompanhava a mulher gestante a uma consulta de urgência. Segundo ele, a desavença com Cigano teve início por conta de um duplo homicídio cometido por Antônio Rocha, contra dois homens identificados pelos apelidos de "Nego" e "Aleijadinho", há alguns meses. Por se tratar de dois amigos de Carlos Pereira, Cigano teria desconfiado que este viria colaborando com um possível revide aos assassinatos.

A esse respeito, Carlos Pereira admitiu à reportagem a intenção de matar Cigano, que também é conhecido como "Didoca" e "Bidoca", caso tivesse a oportunidade. De acordo com o lavrador, na semana passada ele tomou conhecimento de que Antônio Rocha tinha voltado a Miranda do Norte com intenção de executá-lo. Cigano está foragido da polícia desde o início de abril, depois de ser resgatado por dois comparsas no Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II), onde se encontrava internado desde a ocasião em que tinha sido preso.

O delegado César Veloso informou também que algumas vítimas de assaltos a ônibus no interior estariam se deslocando à capital, com o objetivo de reconhecer se Carlos Pereira tinha participado dos crimes. Outros delitos que podem ter tido a participação dele são assaltos de veículos na região de São Mateus. De toda forma, o preso vai ficar à disposição da justiça, em decorrência do mandado de prisão expedido pela juíza Edeuly Maia Silva, da Comarca de Anajatuba.

MEMÓRIA

Na madrugada do dia 28 de março, Antônio Carlos Sobral Rocha, o "Cigano", foi atingido por vários tiros dentro de casa, na Vila dos Ciganos, município de Miranda do Norte. À época, a polícia informou que o crime foi cometido por três desconhecidos que tinham chegado ao local em um carro modelo Gol, de cor preta e placas não anotadas. Reconhecido pela participação em assaltos a bancos da região, além de ter ameaçado o delegado Henrique Rodrigues de Sousa, Cigano foi preso e encaminhado ao atendimento de emergência do Socorrão II, na capital, a fim de tratar dos ferimentos antes de a polícia dar prosseguimento ao interrogatório do suspeito. No entanto, apenas seis dias depois de ter dado entrada na casa de saúde, Antônio Rocha foi resgatado por três comparsas, que invadiram o hospital pelo acesso dos fundos. Cigano fugiu sem capacete na garupa de uma moto, enquanto era escoltado por dois companheiros em um carro. Na semana anterior à fuga, duas irmãs dele tinham sido presas com a quantia de R$ 15 mil, supostamente para subornar funcionários do Socorrão II, para facilitarem a saída de Cigano, sem que a polícia percebesse.

Fonte: O Imparcial

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