quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Banco de dados terá informações genéticas de condenados brasileiros

Bastam uma gota de sangue, de saliva ou de sêmen, ou até mesmo células de pele deixadas no local de um crime, para que a polícia afirme com certeza se um suspeito esteve ou não envolvido com o episódio. A tecnologia é usada no mundo todo há cerca de 20 anos, e já é rotina na investigação criminal brasileira %u2014 a Polícia Civil do Distrito Federal, por exemplo, conta com mecanismos desse tipo desde 1996. A partir de novembro, o uso de análises genéticas se tornará ainda mais abrangente. Um banco de dados vai possibilitar a comparação de uma amostra biológica com as informações de milhares de criminosos identificados em todo o país, e não apenas com as dos suspeitos indicados pela investigação.

Nos Estados Unidos, essa metodologia já ligou um só criminoso a sete casos diferentes, encerrando investigações antes sem solução com uma simples análise de computador. Agora, o governo federal tenta tornar isso realidade no Brasil por meio da Lei nº 12.654, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em maio deste ano. A norma cria a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, na qual serão catalogadas as amostras de DNA de todos os condenados por crimes graves.

Fonte: O Imparcial

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