sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O MA é o nono rebanho bovino do Brasil o 2º do Nordeste, confira aqui

Maranhão confirma sua posição de um dos maiores estados em bovinocultura e registra a terceira posição entre os maiores rebanhos bubalinos.
O rebanho de gado bovino do Maranhão é o nono do Brasil e o segundo maior do Nordeste, segundo IBGE.
Com um plantel de 7.264.106, o Maranhão se consolida como detentor do nono maior rebanho de bovinos do país e o segundo do Nordeste, onde perde apenas para a Bahia, que tem 10.667.903. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que registra um rebanho nacional de 212.797.824 bovinos, 1.277.199 de bubalinos, 5.508.546 de equinos, 1.269.198 de muares e 974.532 de asininos.
Segundo o IBGE, o rebanho bovino brasileiro fechou 2011 com um crescimento de 1,6% em relação a 2010 (209,5 milhões). Em 2011, o Brasil ocupava a 2ª posição mundial em rebanho, atrás da Índia, cujo rebanho era de 324,5 milhões, cerca de 1,5 vezes maior que o brasileiro, mas sem interesse comercial. Na sequência, destacaram-se China e Estados Unidos.
O rebanho brasileiro estava assim distribuído por região: Centro-Oeste (34,1%), Norte (20,3%), Sudeste (18,5%), Nordeste (13,9%) e Sul (13,1%). O Mato Grosso (13,8%) possuía o maior efetivo, seguido por Minas Gerais (11,2%), Goiás (10,2%) e Mato Grosso do Sul (10,1%). Os dez principais estados onde se criam bovinos concentravam 81,1% de todo o efetivo nacional.
O crescimento do rebanho bovino ocorreu com maior intensidade, entre 2010 e 2011, no Nordeste (2,9%), Sudeste (2,8%) e Norte (2,7%), onde se destacaram Pará e Rondônia. Em termos municipais, São Félix do Xingu (PA) detinha o maior número de animais ou 1,0% do efetivo nacional, seguido por Corumbá (MS) e Ribas do Rio Pardo (MS). Esses municípios conservaram, em 2011, as mesmas posições ocupadas em 2010. Destaque para Altamira (PA), que passou da 28ª para a 12ª posição, em 2011.
Bubalinos
De acordo com o IBGE, o rebanho de bubalinos cresceu 7,8%, totalizando 1,3 milhão de cabeças, concentradas no Pará (38,0%), Amapá (18,4%) e Maranhão (6,5%). Já o efetivo de equinos foi de 5,5 milhões de cabeças, apresentando estabilidade. Ainda entre os animais de grande porte, apresentaram declínio (- 0,7%), tanto os asininos (jumentos) quanto muares (burros). Dentre os animais de médio porte, suínos tiveram variação positiva (0,9%) e caprinos (0,8%), enquanto ovinos apresentaram o maior crescimento (1,6%). Dentre os de pequeno porte, cresceram galináceos (2,2%), coelhos (3,2%), com destaque para o crescimento do efetivo de codornas (19,8%).
Os municípios de Chaves (PA), Cutias (AP) e Soure (PA) eram aqueles que detinham os maiores efetivos de bubalinos. Os 20 principais municípios criadores de búfalos representam 52,4% do plantel nacional desta espécie.
Maranhão
Pela pesquisa do IBGE, o Maranhão se destaca também pelo seu rebanho de búfalos, pois com 82.650 animais, fica em terceiro lugar, atrás apenas do Pará, que tem 485.033, e do Amapá, que tem 235.549. Com relação aos equinos, o rebanho seria de 173.739; aos muares, 100.190; e asininos, 102.203.
Apesar de sua expressiva participação na formação do conjunto do rebanho nacional, o Maranhão ainda padece de sua exclusão da zona livre de febre aftosa, o que impede um maior comércio nacional e internacional dos seus rebanhos. O estado deveria ascender de status (é zona de médio risco), mas o Ministério da Agricultura adiou para 2013 este reconhecimento.

Do Imparcial

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