sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Gasolina e diesel sobem 4% e 8% respectivamente, a partir de sábado

Rdefinaria de petróleo

A gasolina vai subir 4% nas refinarias a partir da meia noite deste sábado (30), informou a Petrobras. O diesel será reajustado em 8%. 

Os aumentos são imediatos nas refinarias e devem demorar três dias até chegar aos postos de combustíveis, segundo Karina Freitas, analista chefe da corretora Concórdia.

"Esse é, em geral, o período para o produto refinado atingir as bombas, e leva em consideração a logística de abastecimento", afirma Karina.

A Petrobras não informou qual foi o critério para chegar a esses percentuais. "Por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de precificação serão estritamente internos à Companhia", informou a empresa, em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A empresa também não deixou claro qual será sua política de reajustes daqui para a frente. No mesmo comunicado, a Petrobras informou que "caberá ao Conselho de Administração avaliar a eficácia da política de preços da Petrobras por meio da evolução dos indicadores de endividamento e alavancagem da Companhia."

Nesta semana, o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou que a nova metodologia de preços não poderia ser feita "de improviso", sinalizando que poderia ter efeitos inflacionários indesejáveis.

Abaixo do previsto
Os aumentos fazem parte de uma política que visa a tornar os preços dos combustíveis no Brasil mais parecidos com os praticados no exterior, informa a companhia. Ao mesmo tempo, entretanto, a política buscará "não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico."

Os reajustes eram esperados, vinham sendo debatidos ao longo da semana e impulsionaram os papéis da Petrobras nesta sexta-feira (29). As ações ordinárias da companhia subiram 3,78% e as preferenciais, 2,52%, num pregão em que o Ibovespa fechou em 1,23%.

De acordo com o comunicado, a política de reajuste de preços tem por objetivo "assegurar que os indicadores indicadores de endividamento e alavancagem retornem aos limites estabelecidos no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017".

O plano da companhia prevê investimentos de R$ 236,7 bilhões ao longo desses cinco anos, mas as dívidas crescentes – em parte alimentadas pelo não reajustamento dos combustíveis – colocou em causa a capacidade de a companhia ter fôlego para tanto.  Do primeiro para o segundo trimestre de 2013, o endividamento total da companhia cresceu 26,5%.

O cenário vinha causando prejuízos à Petrobras. Nos 12 meses encerrados em outubro, as ações ordinárias da companhia haviam recuado 14,7% e as preferenciais, 26,2%. No dia 3 daquele mês, a agência Moody's anunciou o rebaixamento da nota da empresa.

Os 4%, entretanto, estão abaixo dos 5% previstos pelo o Comitê de Política Monetária (Copom) na ata da reunião de outubro.

"Esperávamos que a empresa repassasse ao menos o componente de importação". A falta de divulgação de métricas deixa incertezas no mercado, aponta Karina. "É importante saber a periodicidade deste reajuste ou ao menos de sua reavaliação".

Do IG

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