sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estiagem atinge Reservatório do Batatã que abastece parte de São Luís, confira

Batatã apresenta poças de lama e muita terra.

 A escassez de chuvas é a principal causa da falta de d'água no local.

A escassez de chuva na capital secou o reservatório do Batatã, localizado dentro do Parque Estadual do Bacanga. De acordo com o setor de meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), somente a partir do mês de janeiro do próximo ano inicia o período chuvoso.

No momento, o cenário da barragem é de mato seco, rachaduras no solo e urubus sobrevoando a área. Além disso, existem ainda algumas poças de lama que muitas crianças e adolescentes se aventuram para brincar e tomar banho.

O equipamento utilizado para bombeamento da água está parado desde o final do mês de setembro, pois neste período, o nível de água era de apenas 1,80 metros. Também é visível encontrar alguns buracos que foram feitos dentro do Batatã, para armazenar água, mas, atualmente, está cheio de lama e mosquitos.

Há presença de lixos como plásticos, garrafas pet, sacolas e um cheiro desagradável de animais mortos. Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), o Batatã é responsável pelo abastecimento de 25 bairros de São Luís, inclusive, o Centro da cidade. Há dois meses em entrevista a O Imparcial, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), João Reis Moreira Lima, garantiu que evitaria o sofrimento de moradores com a falta d’água ou pelo menos diminuiria o racionamento feito na maioria dos bairros da ilha com a perfuração de poços artesianos. Apenas em 2013, cinco poços dos sistemas do Sacavém e Paciência estão em atividades. Na mesma entrevista João Lima confirmou o prazo de finalização das obras de otimização do sistema Italuís e minimizou a necessidade de racionamento de água, após as melhorias nos três sistemas. “Com a reforma do Italuís vai haver um aumento da produção de água que vai resolver o problema de distribuição a partir de março de 2014.

Se tiver racionamento vai haver onde tem poços isolados. Onde existe um sistema integrado é muito difícil ter racionamento” completou. Racionando água Almerinda Silva, de 67 anos, moradora da Rua João Luís, no Diamante, disse que este ano tem sofrido com a falta de água constante em sua casa, pois, até mesmo, uma lanchonete em que era proprietária teve de acabar. “Não tinha como funcionar o estabelecimento comercial porque trabalhar com comida sem água é impossível”. Sílvia Antunes, de 58 anos, falou que encontrou alternativas para viver com o racionamento de água no bairro.

Ela aproveita os dias que possuem água na torneira para fazer faxina total na sua residência e, no dia seguinte, a água utilizada é justamente aquela guardada em um pequeno tanque de plástico que há no quintal. Mirian Leite, de 38 anos, declarou que não lava mais roupa em casa devido à falta d’água e esse tipo de serviço é feito na casa de sua mãe, no bairro do Ipase. “A água chega de madrugada e muito fraca. Dá mal para encher um tonel que serve para banhar e fazer a comida do dia a dia”, explicou.

Os moradores do Alto do Parque Timbiras estão utilizando água de poços artesianos para não ficar com os tanques vazios. “De fato, agora, estou pagando a conta de Luz mais caro, porque, tenho que ligar a bomba para puxar a água do poço senão fico sem água em casa”, declarou Lea Baeta, de 44 anos, que reside na Travessa da Paz. 

Do Imparcial

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