terça-feira, 28 de outubro de 2014

Minutos dramáticos os que antecederam o resultado do 2° turno da eleição 2014

Momentos antes, petistas temiam derrota e tucanos achavam que venceriam.
 Dilma e Lula

Pouco antes das 20h de domingo (26), na biblioteca do Palácio da Alvorada, só a presidente Dilma Rousseff falava. Os poucos convidados que aguardavam com ela o resultado da eleição mantinham silêncio. Apreensivos, davam risadas nervosas com as brincadeiras que a petista fazia insistentemente.

A essa altura, naquela sala, só a presidente não tinha ideia do que a apuração dos votos indicava. Em Belo Horizonte, no apartamento da irmã mais velha do senador Aécio Neves (PSDB), Andrea, o clima era inverso. O presidenciável estava contido, mas seus convidados, eufóricos.

"Estamos na frente", disse Antonio Anastasia (PSDB), senador eleito por Minas e braço direito de Aécio. Com 88% das urnas apuradas às 19h25, o tucano liderava aquela que entraria para a história como a eleição mais acirrada do país.

Ninguém tinha informações oficiais. Para evitar vazamentos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, José Antônio Dias Toffoli, isolou os 30 funcionários da área de informática responsáveis por totalizar os votos.
Todos ficaram trancados na sala de apuração, com os celulares desligados. Quando precisaram ir ao banheiro, por exemplo, tiveram a companhia de um segurança.

A poucos metros da sala, Toffoli estava reunido no gabinete da presidência do TSE com cerca de 40 pessoas, entre ministros, advogados das campanhas, representantes do Ministério Público e embaixadores estrangeiros que acompanhavam o pleito.

Todos na mesma situação que o restante do país, sem acesso aos números oficiais, embargados até as 20h de Brasília, quando as urnas no Acre foram fechadas.

ALVOROÇO PRÉVIO
Números parciais, porém, criaram alvoroço entre tucanos e petistas. Alguns dos que estavam com Dilma acharam por alguns minutos que ela tinha perdido. Ninguém teve coragem de falar. "Notícia ruim não se espalha", contou depois um membro da campanha. "Mal dava para respirar, mas nada chegou a ela."
Àquela hora, a expectativa de vitória no apartamento da irmã de Aécio fez com que aliados de todo o país viajassem para Belo Horizonte. Artistas, políticos e familiares se aglomeravam.

Por volta das 19h, o tucano conseguiu vantagem significativa. Às 19h32, porém, os funcionários isolados do TSE viram o jogo virar.

Em Brasília, Dilma estava apreensiva e tentava atenuar o clima brincando com seu cardiologista, Roberto Kalil.

A hora da divulgação oficial se aproximava e o clima de suspense se mantinha. "São os minutos mais longos da história", comentava um assessor de Aécio. Foram mesmo. O candidato do PSDB se juntou à família, aumentou o volume da TV e ficou em pé no meio da sala.

Abraçou a esposa, Letícia, a mãe, Maria Lúcia, e a filha mais velha, Gabriela. Às 20h02, o TSE liberou os dados. Aécio chorou. Dilma tinha 50,99%, e ele, 49,01%.

No Alvorada, petistas começaram a fazer contas: a apuração estava quase encerrada no Sul e no Sudeste. Faltava o Nordeste, e o Nordeste era Dilma. "Deu. Ganhamos. Não tem como reverter", escreveu um ministro numa mensagem no celular.

Na sala do apartamento da irmã de Aécio, outros choraram com o tucano. Rapidamente, ele se recompôs. Ligou para Dilma, reconheceu a derrota e partiu para o último discurso da campanha. "Cumpri minha missão."

Comentários Interessantes

WANER - O P S D B cresceu nesta a eleição graças as corrupções que ocorreram em escalões inferiores do governo amplamente, amplamente, amplamente, denunciadas pela mídia. Acontece que o P S D B não tinha as credenciais para ser o antídoto contra o problema. Assim, mesmo com tanta mídia, o povo relevou isto e pensou em si: quem é melhor para a nossa vida? A resposta veio nas urnas.

WANER - Com relação às pesquisas de intenção de voto para presidente e de acordo com o que se tem propalado que "o objetivo de um instituto de pesquisas não é prever o resultado exato da eleição, mas sim contar sua história por meio de tendências estatísticas," o I B O P E foi melhor que o Data_folha. A razão é simples: o Data_folha acertou mais o número percentual, mas o I B O P E definiu que Dilma ganharia, sem empate técnico dentro da margem de erro.

CARL - A arrogância natural do PS/DB e do Aécio, foram o principal, inimigos deles mesmos. Tentaram levar o povo como gado, mas não conseguiram. Porem é de admirar que 48% do Eleitorado ainda seja gado para ser levado. Impressionante. Mas 52% dos brasileiros, demonstraram que pensam e existem, e sabem o que querem, e principalmente não acreditam na mentira e na infamia, o amor venceu o ódio. Adeus Aécio.   
   
Da Folha

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