segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Delação da Odebrecht mostra corrupção geral na política, diz Carlos Fernando

                                                                       Carlos Fernando
O poderoso procurador deve está sofrendo um sério revés pessoal, pois quando os mais incautos dos brasileiros não negam tal conhecimento, o senhor Carlos Fernando dos Santos se vale das armas dos hipócritas, após três longos anos de lava jato, se sai com esta conclusão, como se fora o descobrimento da pólvora ou mesmo da roda. Quanta “ingenuidade” de um homem só. Tomara que isso não sirva para reforçar ainda mais a seletividade com que se investiga a corrupção no Brasil, com a desculpa de ser extensa demais estendendo o benefício da prescrição aos já protegidos desde o início.
Um dos principais negociadores das delações premiadas de leniências da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos prevê um "tsunami" na política brasileira, com a confirmação de que a corrupção, descoberta na Petrobrás, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita;“A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos", afirma.
"'É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual', diz Carlos Fernando. 'Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.'
Carlos Fernando negou que a Lava Jato realize 'prisões em excesso', disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.
“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor.”
Com informações do 247.

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