terça-feira, 23 de maio de 2017

Como seria Moro interrogando e Julgando Aécio e Temer

Em primeiro lugar, é bom que fique claro que a mega operação investigativa que flagrou Aécio Neves e Michel Temer praticando atos criminosos passou muito longe da republiqueta de Curitiba. E não me refiro à distância entre Curitiba e Brasília; são anos-luz de distância.

Aliás, quem explica bem esse caso é o juiz federal Sergio Moro.

Questionado pela agência Deutche Welle Brasil sobre a criticada foto em que aparece rindo ao lado do senador Aécio Neves durante a premiação “Brasileiros do Ano de 2016″, da revista “IstoÉ”, Moro afirmou que o político não está sob sua jurisdição.

“Foi um evento público, e o senador não está sob investigação da Justiça Federal de Curitiba. Foi uma foto infeliz, mas não há nenhum caso envolvendo ele”, disse o juiz.

Moro se referiu ao fato de que, por Aécio ser senador e ele juiz de primeira instância, não haveria “risco” de ele julgar o tucano. Foi uma falácia, como se pode ver agora.

Moro, muito provavelmente, pode acabar recebendo não só o caso de Aécio, mas, também, o de Michel Temer, caso os dois sejam cassados – o que, convenhamos, parece provável que venha a ocorrer.

À época da Foto polêmica em que Moro confraternizava com políticos que provavelmente viria a investigar (Alckmin, Aécio, Temer), esta página lembrou o caso do ex-deputado Eduardo Cunha, que perdeu o foro privilegiado e foi parar na “jurisdição” do vingador de Curitiba.

A possibilidade de Aécio perder o mandato é maior, já que esse mandato já foi até suspenso pelo STF. Claro que ainda existe possibilidade de o Senado resistir a tirar o mandato do tucano, mas a pressão da opinião pública acabará falando mais alto.

Será que Moro vai se declarar impedido? Não nos esqueçamos de que o juiz não costuma fazer isso – ele processa este blogueiro como pessoa física e, ao mesmo tempo, não abdica de ser seu julgador.

Contudo, pouco importa. Se Moro não se declarar impedido, instâncias superiores deverão fazê-lo. Nem que seja o STF – tanto no caso de Aécio quanto no meu.

Como se vê, a verdade vai aparecendo, as coisas vão ficando mais claras e a Justiça triunfará no final. Mas só se cada um de nós não desistir, não esmorecer e não se acovardar. Como tenho dito, temos que estar à altura deste momento ímpar de nossa história.

Do Blog da Cidadania

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