segunda-feira, 22 de maio de 2017

Perdida e sem rumo, Eliziane Gama agora pede diretas já

A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) pediu no Twitter a renúncia de Michel Temer; “O ideal pro momento são Diretas Já. Qual moral um congresso com quase 300 parlamentares na lava jato tem pra eleger um novo presidente? Dilma e Temer são dois lados da mesma moeda, por isso foram eleitos juntos na mesma chapa, porque os dois têm a mesma prática”, disse; mas vale ressaltar que tanto o Ministério Público (MPDFT) quanto uma auditoria do Senado inocentaram Dilma Rousseff, deposta por um golpe, que levou o País ao caos.

A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) pediu no Twitter a renúncia de Michel Temer.

“O ideal pro momento são Diretas Já. Qual moral um congresso com quase 300 parlamentares na lava jato tem pra eleger um novo presidente? Dilma e Temer são dois lados da mesma moeda, por isso foram eleitos juntos na mesma chapa, porque os dois têm a mesma prática. Renúncia já! Votamos pelo afastamento da Dilma como também votaremos pela saída do Temer”.

Apesar da declaração da senadora, vale ressaltar que tanto o Ministério Público (MPDFT) quanto uma auditoria do Senado inocentaram Dilma Rousseff.

O procurador da República Ivan Cláudio Marx, responsável pelo caso aberto no MP do Distrito Federal, pediu arquivamento do inquérito nesta quinta-feira 14, depois de ter pedido, na última sexta-feira, arquivamento de um caso semelhante relacionado ao BNDES.

Em sua decisão, Marx levantou suspeitas sobre "eventuais objetivos eleitorais" com as "pedaladas" e afirmou que o caso "talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado 'jeitinho brasileiro' em 'criatividade maquiavélica'" (veja aqui)

Em relação à perícia do Senado, o documento, assinado por três técnicos, observa que não houve ação de Dilma no atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra, uma das acusações que constam no pedido de impeachment contra a presidente.

"Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediatamente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos", diz trecho do laudo (leia aqui)

Delação da JBS
De acordo com os donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley, Michel Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).

Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". O teor das delações foi publicado pelo colunista Lauro Jardim, do Globo.

Após dizer nesta quarta-feira (17), que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha, Temer afirmou, nesta quinta (18) que não vai renunciar.

“Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos, e exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dúvida não pode persistir por muito tempo”, disse Temer, em pronunciamento. "Não renunciarei. Repito não renunciarei", disse.

Através de sua assessoria, o deputado Rodrigo Rocha Loures informou que ele que vai "esclarecer os fatos divulgados" sobre a delação.

Vendas de cargos e corte de juros
Por meio de seu operador Rodrigo da Rocha Loures, deputado federal pelo PMDB-PR, Temer também deu à JBS o direito de nomear servidores em vários órgãos federais, em troca de propina, oferecendo cargos no Cade, na Comissão de Valores Mobiliários, na Receita Federal, no Banco Central e na Procuradoria da Fazenda Nacional, segundo informou Lauro Jardim (veja aqui).

Temer também antecipou a Joesley Batista uma informação privilegiada: a de que o o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortaria a taxa de juros em 1 ponto porcentual, informa a Folha.

Aécio
O senador Aécio Neves, arquiteto do golpe junto com Eduardo Cunha, também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley para pagar advogados. O dinheiro entregue a um primo do presidente do PSDB. Segundo a PF, que filmou a cena, o dinheiro foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

O colunista Lauro Jardim também informou que, na conversa com Joesley Batista no Hotel Unique, em São Paulo, no dia 24 de março, Aécio lhe ofereceu a possibilidade de nomear um diretor da Vale. Foi naquela ocasião que Aécio pediu R$ 2 milhões para, supostamente, pagar advogados.

O tucano tratou a propina como venda de apartamento. "Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público. Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário", disse ele, em nota.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já pediu a prisão do senador, afastado do cargo pelo ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que negou a detenção do parlamentar.

A irmão do senador foi presa e já está no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. A Polícia Federal ainda não divulgou as razões do pedido de prisão.

Segundo Lauro Jardim, Andrea intermediou um encontro entre Aécio e Joesley Batista no início deste ano, ocasião em que o tucano foi gravado solicitando os R$ 2 milhões.

Do 247 MA

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