quinta-feira, 18 de maio de 2017

Propina solicitada por Aécio foi parar na empresa de dono do helicóptero da cocaína, Gustavo Perrella

Além de ter atingido em cheio o governo Michel Temer, ao revelar que o presidente deu aval à compra de silêncio de Eduardo Cunha, a proposta de delação da JBS caiu como uma bomba em cima da cabeça do senador Aécio Neves (PSDB).

Reportagem de Lauro Jardim, em O Globo desta quarta (17), revelou que a Lava Jato tem provas de que o tucano pediu R$ 2 milhões a Joesley Batista, um dos donos da JBS, com a desculpa de que precisava pagar seus advogados. Mas, na verdade, a Polícia Federal sabe que parte do dinheiro foi parar na empresa de Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), o mesmo que se envolveu no episódio do helicóptero de cocaína.

Uma das provas contra Aécio é a gravação que a JBS entregou à Procuradoria Geral da República. O diálogo com o tucano ocorreu em março, em um hotel em São Paulo. Nele, Joesley concorda com o pedido dos R$ 2 milhões e pergunta ao senador quem será enviado para retirar o dinheiro. Aécio responde: "Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho."

A Polícia Federal gravou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, carregando uma mala com R$ 500 mil. Outras três retiradas foram feitas. "Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística", apontou O Globo.

Fred, segundo a Lava Jato, entregou as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

O assessor fez três viagens a Belo Horizonte, sempre seguido pela PF, e "negociou para que os recursos fossem parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella."

Gustavo Perrella é o dono do helicóptero apreendido em uma cidade mineira com quase meia tonelada de pasta base de cocaína, em 2013. O caso acabou com todos os envolvidos inocentados.


Do GGN

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