segunda-feira, 19 de junho de 2017

O jogo de intrigas nas eleições para PGR, Luis Nassif

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O jogo de intrigas palacianas corre solto na disputa da lista tríplice para Procurador Geral da República.

O Globo publica matéria - obviamente encomendada - em que queima, ao mesmo tempo, dois dos principais favoritos: os subprocuradores Raquel Dodge e Mário Bonsaglia.

Atribui as informações a "fonte que acompanha a disputa de perto". Não dá a informação central: quem é a fonte e quais seus interesses. E a fonte - obviamente isenta, sem interesse algum na disputa - diz que Raquel é a favorita de Gilmar Mendes, do Ministro da Justiça Torquato Jardim, dos caciques peemedebistas Renan Calheiros, José Sarney e Osmar Serraglio.

Entretanto, Poderia ter incluído Fernando Collor, Roberto Jefferson, Moyses Lupion, Joaquim Silvério dos Reis, Paulo Maluf para apimentar mais ainda a informação. Ou ainda Lula, José Dirceu, Antônio Pallocci e outros inimigos da categoria. Afinal, fonte em off de jornal é melhor que delator da Lava Jato: nem precisa barganhar para enfiar na declaração a frase que interessa. Já Temer, segundo a reportagem, preferiria Mário Bonsaglia.

Tempos atrás, Rodrigo Janot armou para cima de Raquel Dodge.  Ela encaminhara junto ao Conselho Superior do Ministério Público a proposta para que, nas missões especiais, não pudessem ser convocados mais que 10% do efetivo de cada núcleo do Ministério Público Federal. Janot convocou a imprensa para a reunião e, de cara, afirmou que a medida inviabilizaria a Lava Jato. Uma afirmação falsa, que não batia com os fatos.

Enfim, em Brasília a cumplicidade entre poderes é ampla, geral e irrestrita. E a intriga é o prato principal em todos os jantares.

Do GGN

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