quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sócio de Luciano Huck e compadre de Aécio Accioly, e mais quatro são alvos de operação da PF na Lava Jato

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (23), ex-chefe da Casa Civil do Rio Régis Fichtner. A ação é mais uma fase da Operação Lava Jato no Rio e um desdobramento das investigações da Operação Calicute, desencadeada em novembro do ano passado e que resultou na prisão do ex-governador Sérgio Cabral. Também foi preso o empresário George Sadala.
Além de Fichtner e Sadala, também estão sendo cumpridos outros três mandados de prisão, sendo dois para o mesmo suspeito. Os agentes também visam cumprir mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão.
Os agentes chegaram ao endereço de Fichtner, um dos prédios mais luxuosos da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, pouco antes das 6h. O empresário Fernando Cavendish também foi conduzido para prestar depoimento.
George Sadala é um dos empresários que aparece em uma foto com o ex-governador Sérgio Cabral em um restaurante em Paris. A foto ficou conhecida como Farra dos Guardanapos. Sadala era um dos sócios de empresas suspeito de explorar o serviço Rio Poupa Tempo e também era representante de um banco que fazia empréstimos consignados para servidores públicos.
Quem mora no mesmo prédio é Alexandre Accioly, empresário que é dono de uma rede de academias, que vai ser intimado a depor. Ainda não se sabe qual é o tipo de ligação que Aciolly tem com o esquema de corrupção que o Ministério Público investiga.

Amigo de Aécio,– ele é padrinho de um dos filhos do senador –, e de Luciano Huck, de que é sócio na rede BodyTech, Accioly também foi citado pelo ex-diretor da área de energia da Odebrecht, Henrique Serrado do Prado Valladares, como intermediário de vantagens indevidas pagas ao político mineiro, com uma conta em Cingapura. “Nunca recebi depósito em favor de terceiros em conta alguma no Brasil ou no exterior”, disse em nota divulgada em abril, quando o caso foi divulgado.
DCM

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