domingo, 19 de dezembro de 2010

MPE/MA PEDE A CASSAÇÃO DE ROSEANA E DE 8 DEPUTADOS

  Além do pedido de cassação de Roseana Sarney, o Ministério Público Eleitoral formulou representações contra quatro deputados federais, quatro estaduais eleitos ou reeleitos, e dois suplentes. As ações tratam de abuso de poder econômico, político, captação ilícita de sufrágio e gasto irregular na campanha.

Estão sendo acionados os deputados federais Pedro Novais (PMDB), Waldir Maranhão (PP), Cléber Verde (PRB) e Hélio Santos (PSDB); os estaduais Evangelista Neto (PSDB), Edson Araújo (PSL), Hemetério Weba (PV) e Camilo Figueiredo (PDT); além dos suplentes Valdinar Barros (PT) e Lima Neto (PMN).
A maioria das ações contra os deputados trata de gasto ilícito de campanha, de acordo com a procuradora regional Carolina da Hora Mesquita, autora das peças.

Pedro Novais, Evangelista Neto e os suplentes Lima Neto e Valdinar Barros estão sendo acusados de pagar diversas despesas de pessoas jurídicas e físicas com o mesmo cheque. A legislação eleitoral proíbe pagamento em dinheiro.

Cleber Verde e Edson Araújo são acusados de usar a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura no Maranhão, comandada pelo irmão do primeiro, Jesuino Cordeiro Mendes Júnior, para captação ilícita de votos através de reuniões. Há suspeitas do uso do seguro-defeso dos pescadores em favor dos dois candidatos.

Waldir Maranhão e Camilo Figueiredo são acusados de doar recursos próprios para suas campanhas sem comprovação de lastro financeiro. Waldir, por exemplo, doou cerca de R$ 550 mil para a própria campanha, mas da metade de seu patrimônio declarado de R$ 776 mil.

Presidente da Câmara de Açailândia, Hélio Santos promoveu distribuição de títulos de terra a moradores de dois barros da cidade no período eleitoral. Foram 42 mil títulos nas Vilas Ildemar e Progresso 2. Na verdade, o projeto é de autoria do prefeito Ildemar Gonçalves (PSDB), tio do deputado federal eleito. A prefeitura fez uma campanha publicitária em rádios, jornais e televisões locais.

Hélio Santos, que na propaganda aparece assinado o projeto de lei, alega que ele não chegou a ser votado pela Casa. Segundo a Lei Eleitoral, apenas a promessa de uma benesse ao eleitor gera cassação. Em relação a Hemetério Weba, o MPE chegou a pedir sua prisão preventiva em outubro passado. No dia da eleição, acompanhado de aproximadamente 500 pessoas, ele resgatou a cunhada Americinês Pereira de Lima que havia sido presa pela polícia acusada de crime eleitoral.

Ela foi retirada à força de dentro da Unidade Escolar Teresinha Alves Rocha onde estava detida. Além disso, um filho de Hemetério Weba é acusado de destruir o material de campanha do então concorrente, o deputado reeleito Raimundo Cutrim (DEM), na cidade de Araguanã.
 
Com informações do Jornal Pequeno

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