segunda-feira, 3 de julho de 2017

“Rei dos ônibus” preso tem relações com políticos e Gilmar

Herdeiro do "Rei dos Ônibus", o empresário Jacob Barata Filho foi preso na noite deste domingo (02) pela Lava Jato, sob a suspeita de pagar milhões de reais em propina a políticos do Rio de Janeiro. Além da influência no setor, o alvo da Operação também guarda relações com políticos ruralistas e a esposa do ministro Gilmar Mendes.

Jacob é sócio de diversas empresas de ônibus no Rio, o que trouxe a fama do nome ao empresário. A pedido de procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) e autorizado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, ele foi detido no Aeroporto Internacional do Galeão, quando estava prestes a embarcar para Lisboa, em Portugal, com passagem apenas de ida.

Os investigadores monitoravam o empresário e solicitaram a detenção quando descobriram que Barata Filho havia comprado uma passagem apenas de ida à Europa, levantando a suspeita de fuga do país.

O empresário já tinha conhecimento que estava sendo alvo das investigações e portava consigo, dentro de sua bagagem, um ofício do banco informando que a quebra de seu sigilo bancário. A prisão iria ocorrer posteriormente, mas a possibilidade de fuga fez com que os procuradores antecipassem a Operação.

Herdando de seu pai os negócios do ramo dos transportes de ônibus no Rio de Janeiro, o patriarca Jacob Barata é fundador do Grupo Guanabara, e seu filho, agora preso, era um dos gestores das empresas de transporte de passageiros.

Em nota oficial, a assessoria de imprensa do empresário afirmou que ele não estava fugindo, mas "realizando viagem de rotina a Portugal, onde possui negócios há décadas e para onde faz viagens mensais". Os advogados decidirem se pronunciar somente após o acesso aos autos da investigação.

Relações de parentesco

O nome do empresário estampou o noticiário em 2013, quando foi realizado o luxuoso casamento da filha de Jacob, Beatriz Perissé Barata com Francisco Feitosa Filho. Em pleno ápice de atos contra o aumento das tarifas de ônibus no Brasil, manifestantes protestaram em frente ao Copacabana Palace, na zona sul do Rio, onde ocorria a festa de calculados R$ 2 milhões.

Entre os convidados presentes no evento, estava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. As relações de Gilmar vão além de um simples convidado, ele foi padrinho do casamento. Se a noiva é neta do "Rei dos Ônibus", o noivo Francisco é filho do ex-deputado federal cearense Chiquinho Feitosa, irmão de Guiomar Feitosa, a esposa do ministro.

O pai, Chiquinho, é um político ruralista, com milhões de bens declarados em empresas agropecuárias e publicamente dono de grandes fazendas no Ceará. Chiquinho é cunhado do ministro do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de carregar como tia a esposa de Gilmar Mendes, Francisco Feitosa Filho, agora marido da filha do empresário preso, também é sobrinho também do ex-deputado federal Mário Feitoza (PMDB).

Do GGN

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