quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

CIRO, O COQUEIRO-ANÃO, VERGA-SE AOS VENTOS E VIRA ‘MINION’, POR FERNANDO BRITO

A volta de Ciro Gomes à política que ele abandonou no período decisivo para o país causa tristeza e constrangimento.
O povo brasileiro, derrotado por uma avalanche de histeria criada pela mídia e pela justiça, ameaçado por um governante que a todos inspira medo do autoritarismo, da perseguição política, do obscurantismo das ideias, não merecia ver uma de suas referências políticas reduzir-se ao comportamento de garoto birrento e mimado.
Ciro pode ter todas as divergências do mundo com o PT. É legítimo. Mas o que está fazendo com declarações estúpidas e grosseiras – como gritar, histericamente, que “Lula está preso, babaca”.
Houve e há muita gente presa sem que isso represente vergonha. A história da humanidade está mais cheia de heróis presos, talvez, do que reverenciados pelo poder.
Ciro oscila entre a mesquinhez e a burrice. Mas sempre dentro da sua pequenez, como quem não consegue entender a política como um processo social, muito mais que pessoal.
Ou como a austeridade não se confunde com moralismo barato.
Convivi, por mais de 20 anos, com um homem de práticas austeras como jamais vi na política e que nunca desceu a este udenismo de ocasião.
Ciro diz que o admira mas não tem o sentido da história e, por isso, jamais consegue pensar em ponto grande.
Infelizmente, isso não é tudo o que se pode dizer de suas atitudes.
Bater nos indefesos e perseguidos é coisa de gente mesquinha e deformada.
Comemorar, mesmo que indiretamente, a prisão e a nova condenação de um homem de 73 anos, virtualmente atirado a terminar seus dias numa cela, ainda mais quando este homem foi seu parceiro, seu chefe e que era – ou ao menos pensava ser- seu amigo,  é algo que não merece palavra menor que sórdido.
Não à toa veio pretender liderar o PDT após a morte de Brizola, não antes.
Tal como Cristovam Buarque tentou fazer, para tornar-se, hoje, uma figura melancólica.
Nenhum dos dois estava disposto a resistir à Síndrome de Estocolmo e sestrosos, apaixonarem-se pelos que nos sequestram a mente.
Ciro Gomes é também um homem condenado ao limbo da microscopia. Jamais será aceito pela direita, avança a passos para ser desprezado pela esquerda.
Mas o que é fatal é mesmo sua capacidade adquirida de ser entre as palmeiras que se vergam ao vento dominante, um coqueiro-anão.
Do Tijolaço
Reações:

Um comentário:

  1. Ciro Gomes é sem dúvida uma das lideranças políticas mais destacadas da política nacional, sobretudo na Região Nordeste. Mas isso não lhe dá o direito de sair por aí ofendendo e difamando o ex-presidente Lula.

    Ciro deveria ter um pouco mais de respeito com o Partido dos Trabalhadores e especialmente com Lula, que é mantido em cativeiro como preso político sem ter cometido crime algum. Se fosse o contrário, se fosse Ciro que estivesse preso injustamente, certamente Lula se solidarizaria com ele e respeitaria o PDT. Mas infelizmente nem todo político tem a dignidade e a decência que Lula tem.

    Diante da escalada brutal do fascismo no país, o que fez Ciro Gomes ?? Ciro Gomes fez o que um homem de verdade não deve fazer: FICOU EM CIMA DO MURO. Se tivesse escolhido um lado durante as eleições, mesmo que esse lado fosse Bolsonaro, sua atitude teria sido mais nobre do que ficar em cima do muro, porque homens de verdade não ficam em cima do muro como fazem os covardes e os canalhas de ocasião.

    Homens de verdade tomam decisões, têm opinião, lutam, não abandonam seus postos em pleno combate, não fogem à luta. Homens de verdade não se acovardam, não se omitem, não traem seus pares, não mentem, não se vendem, nem saem por aí pondo a culpa nos outros pelos seus próprios erros e fracassos.

    Passadas as eleições de 2018, a imagem que fica de Ciro Gomes é a de um político acovardado e rancoroso, certamente fadado a um lugar inglório na história do Brasil.

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