quarta-feira, 6 de maio de 2020

ESTOU CONVENCIDO DE QUE O EX-JUIZ SÉRGIO MORO VENDEU O BRASIL PARA O FBI/EUA, DIZ LULA

Em debate nesta quarta-feira, o ex-presidente Lula também disse que não sabe quem mente mais, se Moro ou Bolsonaro. "A montanha pariu um camundongo. Ele gerou expectativa na população sobre o Bolsonaro e não falou nada. Sabia que estaria prevaricando. Um dia a casa vai cair", afirmou.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de ter atuado contra os interesses do Brasil junto aos Estados Unidos. 
"Eu estou convencido que o Moro vendeu o Brasil para o FBI, para a CIA, para ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Ele e o Ministério Público da Lava Jato", afirmou Lula durante debate com as jornalistas Helena Chagas e Tereza Cruvinel e com o ex-ministro da Casa Civil Alozio Mercadante.  "A história vai provar. Estou convencido de que eles mentiram tanto que não tem como voltar", acrescentou.
Reportagem da Agência Pública, publicada nessa terça-feira, 5, mostra que ao assumir o Ministério da Justiça, o ex-juiz da Lava Jato e o ex-diretor da PF Maurício Valeixo assinaram acordos com o FBI, ampliando a influência americana em diferentes áreas de combate ao crime, incluindo a presença dos agentes estrangeiros em um centro de inteligência na fronteira, investigações sobre corrupção e acesso a dados biométricos brasileiros.
"Não sei quem mente mais o Bolsonaro ou o Moro. O Moro não tem caráter. Até hoje não provou as acusações que me fez. A montanha pariu um camundongo. Ele gerou expectativa na população sobre o Bolsonaro e não falou nada. Sabia que estaria prevaricando. Um dia a casa vai cair", disse Lula.
O ex-presidente disse também que Moro nunca teve empenho em combater a corrupção no governo Jair Bolsonaro e citou o caso do ex-assessor do clã Fabrício Queiroz. "A PF do Moro também nunca quis investigar o dinheiro do Queiroz para a mulher do Bolsonaro", disse Lula. 
Lula também defendeu "radicalizar um pouco mais" para fazer a democracia funcionar. "Acho que minha autocrítica é que fui republicano demais", disse ele. "'Ah, mas o Lula tá mais radical...' Eu não tô. Eu tô é mais consciente. E não vou deixar mais ninguém pisar em cima da gente", acrescentou. 
Do 247
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