sexta-feira, 15 de maio de 2020

BOLSONARO E A LIBERAÇÃO DE SEU PROTOCOLO PARCEIRO DA MORTE, POR FERNANDO BRITO


Não tem a menor importância quem vá ser nomeado para o lugar de Nelson Teich no Ministério da Saúde.
O Ministro da Saúde – ou, dizendo melhor, da Doença e da Morte – é o afamado Dr. Jair Bolsonaro, formado Psicopatia Clínica.
Qualquer sujeito que ocupe o cargo, seja general que vigiava Teich seja algum profissional médico aventureiro, será um carimbador dos diagnósticos e receitas brotados da cabeça do ex-capitão.
Terá de seguir o Protocolo da Morte, seja enfiando cloroquina goela abaixo de pacientes desesperados, capazes de autorizar que lhes administrem até cápsulas de querosene na esperança de não morrerem aos montes.
É Jair Bolsonaro que o define, de acordo com seu senso de oportunidade, ao enxergar na crise de dor e fome que a pandemia pode causar a chance de, em nome de combater a agitação – que seus próprios apoiadores encarregam-se de promover, em grupos tão pequenos quanto ruidosos, como as três ou quatro dúzias de fanáticos nazistas que foram saudá-lo, hoje, no Planalto.
Já tínhamos um Ministério da Saúde combalido pela primeira mudança de ministro, um mês atrás, confuso e paralisado pela falta de energia e dinamismo de Teich e pela ocupação dos cargos intermediários por gente do meio militar. Agora, o que restava de seu corpo técnico está diante da escolha entre sair dos cargos ou esperar ser defenestrado por recusarem-se a obedecer ordens estúpidas.
Fala-se que na segunda-feira Bolsonaro mandará carimbarem sua receita macabra, todos à rua, com cloroquina à vontade.
Nosso país passará por um processo de destruição inédito, que farão os 15 mil novos infectados registrados hoje parecerem um bobagem e as mais de 14.800 mortes se assemelharem a uma bênção.
Com ou sem bloqueios, vocês verão as ruas se encherem de gente se expondo, confundida pela loucura que emana de Brasília, diante da qual as forças políticas e as instituições titubeiam, transigem e, ao final, se rendem.
É preciso dizer a verdade, o fascismo não está às portas. Ele já entrou, empalmou o poder e se dedicará, com ardor mórbido, a matar e destruir.
Do Tijolaço

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