domingo, 25 de outubro de 2020

O BRASIL NÃO TEM GOVERNO E É DIFÍCIL SABER O QUE RESTA, POR JÂNIO DE FREITAS

Em artigo, colunista da Folha de São Paulo fala sobre a chave que o presidente deu ao eleitor – e que pode jogar sua ambição eleitoral no lixo da história.

O jornalista Jânio de Freitas. Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro ofereceu ao eleitor a chave ideal para o eleitor inseguro sobre o destino de seu voto: ver o que foi feito durante a pandemia, se o eleitor concorda ou não com o que foi feito, e se foi feito ou não aquilo que foi necessário.

Com essa possibilidade, abre-se a possibilidade de colocar Bolsonaro e sua ambição pela reeleição na lixeira da história, como explica Jânio de Freitas em sua coluna no jornal Folha de São Paulo.

“É a resposta necessária para compensar, ao menos no plano individual, o escapismo acovardado e vendilhão dos apelidados de autoridades institucionais. As figuras minúsculas incumbidas de resguardar a população, e seu país, da sanha louca que não os quer sob a proteção nem de incertas vacinas”, pontua o articulista, ressaltando que o nome do país tem sido colocado ao lado de diversas ditaduras contra os direitos das mulheres e vendo reservas como a Amazônia e o Pantanal em chamas, sem fazer muita coisa (ou nada) a respeito.

“O Brasil não tem governo. E é difícil saber o que lhe resta, inclusive vergonha”, ressalta Freitas. “Ao eleitor, é só não esquecer a ideia de Bolsonaro para escolher o voto. Mas é humilhante que o Brasil continue suportando, apenas para proveito do raso segmento de influentes, a vergonheira que se passa nos seus Poderes”.

Do GGN

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