quarta-feira, 26 de agosto de 2020

FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO DE CURITIBA PODE ESTAR COM DIAS CONTADOS

O procurador-geral Augusto Aras tem até o dia 10 de setembro para renovar os procuradores que hoje integram o grupo.
Foto: Divulgação
A força-tarefa da Lava Jato de Curitiba pode estar com os dias contados. Isso porque o procurador-geral Augusto Aras tem até o dia 10 de setembro para manter os procuradores que hoje integram o grupo.
Para ser mantido, o grupo precisa da autorização de prorrogação pelo chefe maior do Ministério Público Federal (MPF). Segundo reportagem da Reuters, as pressões são para que a força-tarefa acabe, sem necessariamente afetar as investigações em curso.
Ao todo são 400 inquéritos que ainda estão em andamento pela força-tarefa de Curitiba, o berço da Lava Jato. São casos diretamente relacionados às empreiteiras e empresas contratadas pela Petrobras, ou desdobramentos destas primeiras investigações que começaram há 6 anos.
Deste total, 200 são inquéritos abertos pela polícia federal, que contam com a atuação do MPF do Paraná, e outros 200 diretamente criados pelos procuradores. Ainda de acordo com o jornal, os inquéritos incluem casos sob sigilo e inéditos, envolvendo políticos que perderam o foro privilegiado, além das já conhecidas táticas de delação premiada e modus operandi de investigação coercitiva da Lava Jato em andamento.
Além dos pedidos de afastamento do coordenador da força tarefa, Deltan Dallangol, derrubadas de decisões da Lava Jato na última instância, o Supremo Tribunal Federal (STF), as investigações em CPIs no Congresso contra o grupo, e as revelações de irregularidades -já de conhecimento público-, o que está mais evidente nos últimos meses é o atrito criado pela equipe liderada no passado pelo ex-juiz Sérgio Moro e o atual procurador-geral, Augusto Aras.
 “O modelo de forças-tarefas é usado no mundo inteiro para investigar e atuar contra esquemas criminosos complexos. Um procurador sozinho não dá conta de todo o trabalho. Os números mostram que o modelo é eficiente e compensa”, saiu em defesa, o próprio ex-juiz Moro, à Reuters.
A Lava Jato de Curitiba ainda conta com 14 procuradores exclusivos atuando para os casos e mais 45 servidores em auxílio, desde o dia 15 de março, de forma remota.
Do lado de Aras, contudo, não há confirmações sobre a necessidade de se manter este pessoal. Isso porque há o conjutno de forças-tarefas no país e superior às unidades do MPF, com procuradores nos 20 estados. Além disso, há custos elevados para manter uma força-tarefa.
As irregularidades nas formas de investigação da Lava Jato também são temas de preocupação do procurador-geral, que já indicou que há apurações internas em curso contra estes casos.
Do GGN
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