terça-feira, 28 de julho de 2020

O CRIME DE ESTELIONATO QUE A LAVA JATO CURITIBA ESCONDE ESPERANDO PRESCREVER


Nos diálogos divulgados pela Vazajato, Diogo Castor admitiu aos colegas ter pago pelo outdoor.
Os jornais noticiam que o procurador Diogo Castor, acusado de ter financiado um outdoor em Curitiba, de exaltação à Lava Jato. O episódio é relevante para mostrar como a Lava Jato instrumentalizou os principais recursos judiciais que ela sempre condenou.
Um deles, a postergação indefinida dos casos, visando a prescrição. Foi o que ocorreu com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e não apenas em relação a Diogo Castor, mas ao próprio Deltan Dallagnol. A denúncia do powerpoint foi retirada de pauta  quarenta vezes e também caminha para a prescrição.
Mais grave é que o caso Diogo Castor encobre um episódio nítido de estelionato.
Segundo matéria da UOL de 27 de setembro de 2019, os procuradores valeram-se de um CPF de terceiro para pagar a conta, do baterista João Carlos Queiroz Barbosa. Ele só soube do fato em abril do ano passado, quando recebeu uma ligação da Polícia Federal intimando-o a dar um depoimento sobre o episódio.
Segundo a reportagem,
“Barbosa, o JC Batera, só descobriu o motivo da intimação ao ficar de frente para o delegado Maurício Moscardi Grillo. O delegado da PF explicou que precisava saber se ele tinha contratado a instalação de um outdoor em homenagem aos cinco anos da operação Lava Jato, em março, numa via de acesso ao aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana da capital paranaense. “Eu não contratei nada”, disse Barbosa ao UOL, repetindo as informações que deu à PF. “Os R$ 4.100 que disseram ter custado esse outdoor passam longe do que ganho por mês como músico e instrutor de bateria.” Barbosa havia sido contatado pela PF pois seu nome e alguns de seus dados pessoais constavam de um recibo emitido pela empresa Outodoor midia”.
O único ponto em comum com a Lava Jato é o fato de ter vínculo com uma igreja evangélica de Curitiba. Nos diálogos divulgados pela Vazajato, Diogo Castor admitiu aos colegas ter pago pelo outdoor.
No final de julho, Barbosa foi ao 11º Distrito Policial de Curitiba e registrou boletim de ocorrência. Não obteve detalhes nem da Polícia Federal nem da Civil.
No final da reportagem, a esperança vã de Barbosa: “Espero que essa investigação não demore tanto assim para terminar”.
Do GGN
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