quarta-feira, 22 de julho de 2020

SUSPEIÇÃO DE MORO DEVE SER RETOMADA NO STF EM SESSÃO PRESENCIAL

Gilmar deve retomar o julgamento quando a Corte já possa voltar a julgar ações presencialmente, no final deste ano ou em 2021.
Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil
Depende do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retomar o julgamento que pode anular todas as condenações feitas pelo ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. O pedido de suspeição do ex-magistrado de Curitiba e ex-ministro de Jair Bolsonaro está suspenso por um pedido de vista há um ano e meio e poderá voltar a julgamento a qualquer momento.
De acordo com matéria da Veja, a propensão do ministro é de retomar o julgamento quando a Corte já possa voltar a julgar ações presencialmente. Segundo a revista, para Gilmar, casos sensíveis e de peso como esse precisam de uma sessão plenária presencial.
Ainda, há em análise o fato de atualmente o placar poder estar favorável para Moro, uma vez que Edson Fachin e Cármen Lúcia já terem votado contra a suspeição do então juiz, em dezembro de 2018. Em novembro, o decano do Supremo, Celso de Mello, será aposentado compulsoriamente, ao completar 75 anos, e será substituído por um nome escolhido por Bolsonaro.
Apesar das apreensões do STF contra o atual comando do Executivo em outros temas, Bolsonaro vê Sérgio Moro como um inimigo declarado e seu indicado ao posto do Judiciário poderá dar a derrota ao ex-juiz como suspeito.
Pelo fato de as sessões presenciais serem retomadas somente no final deste ano ou em 2021, o julgamento de Sérgio Moro deverá retornar à pauta do STF nesse mesmo período. Até lá, contudo, outras situações poderão impactar na decisão, como pressões do antigo eleitorado de Jair Bolsonaro, que apoiam Moro, sobre a escolha do próximo ministro.
Do GGN
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